O chefe da Mercedes na Fórmula 1, Toto Wolff, afirmou que discorda “filosoficamente” da proposta de alteração das regras de unidades de potência no meio da temporada 2026. O comentário surge em meio a um intenso debate sobre como aplicar a normativa técnica dos novos motores.
Wolff explicou que a Mercedes acompanha de perto a proposta de mudança que está sendo debatida entre a FIA e os fabricantes. No entanto, ele disse que não concorda com a ideia de alterar o regulamento depois que o desenvolvimento já foi feito com base nas normas originais.
Ele argumentou que as regras foram definidas em conjunto com os fabricantes e que, portanto, não seria ideal alterá-las no meio do caminho. Isso porque as equipes já iniciaram seus programas técnicos há meses, com projetos desenvolvidos segundo critérios que agora estariam sendo questionados.
Mesmo assim, Wolff afirmou que a Mercedes respeita o processo e está disposta a aceitar o resultado final. Ele destacou que, mesmo discordando, a equipe tende a seguir as diretrizes da categoria para manter a estabilidade competitiva.
Além disso, o dirigente comentou que a pressão de outros fornecedores de unidades de potência influencia o cenário. Com vários fabricantes interessados em restringir possíveis vantagens percebidas, as conversas giram em torno de como medir e interpretar aspectos específicos dos motores.
Wolff também deixou claro que não vê a mudança como algo que necessariamente prejudique a Mercedes de maneira determinante. Ele explicou que a equipe desenvolveu sua unidade de potência em conformidade com o regulamento atual e que, portanto, está preparada para enfrentar as consequências de eventuais ajustes.
Com a temporada prestes a começar, a discussão sobre as regras de motores permanece em destaque no paddock. Wolff enfatizou que a Mercedes seguirá colaborando com a FIA e com os demais fabricantes para buscar clareza e confiança no conjunto de normas que regerá os carros de 2026.
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